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Enxaqueca e o AVC

Enxaqueca e o AVC


O risco de AVC do tipo isquêmico é maior em quem sofre de enxaqueca

Um estudo realizado no Departamento de Neurologia do The Mount Sinai School of Medicine em Nova Iorque, mostra que o risco de derrame, acidente vascular cerebral é mais elevado em pacientes jovens portadores de enxaqueca. O estudo é de 2007 e mostra que os pacientes mais vulneráveis são aqueles que apresentam a chamada enxaqueca com aura.

A enxaqueca com aura é uma doença neurológica que se manifesta por crises de enxaqueca precedidas de sintomas visuais ou sensitivos. Cerca de 20% das pessoas com enxaqueca apresentam aura. O nome aura refere-se justamente às sensações que são observadas um pouco antes da dor de cabeça começar. A aura pode durar poucos minutos ou até uma hora, seguidos da dor de cabeça muito forte.

Para diagnosticar um AVC provocado por enxaqueca, é preciso eliminar as demais causas do AVC, segundo os especialistas. O AVC da enxaqueca se caracteriza por uma irreversibilidade da aura (a qual normalmente teria uma duração de apenas 15 a 60 minutos). Os exames, nesses casos, demonstram uma área de infarto na região do cérebro correspondente ao déficit permanente. Daí o termo infarto enxaquecoso, para se referir a esse tipo de AVC. Segundo o estudo do Departamento de Neurologia de Nova Iorque, o tratamento preventivo da enxaqueca com aura pode ser útil na prevenção desse tipo de AVC.

No Brasil, cerca de 15% da população tem enxaqueca e um quarto desse grupo sofre da dor com aura, segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia. A maioria dos casos de enxaqueca aural é em mulheres e o uso de anticoncepcional, para quem tem esse tipo de enxaqueca, aumenta ainda mais os riscos de AVC.


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