Laboratório Toledo

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Maternidade Transformadora

Maternidade Transformadora


Ser mãe é um momento de identificação no processo interminável do tornar-se mulher e não a cristalização de uma completude narcísica com a qual sonhamos.

Com o mês de Dezembro chegamos ao fim de um ciclo e nos preparamos para o início de outros e de muitos planos. Dentre estes, alguns casais se preparam e sonham em ter filhos. Exames laboratoriais são feitos para saber se o sonho vai se realizar ou não. Diante disso, queremos falar da maternidade, dessa função que oportuniza à mulher fazer uma revisão de si mesma, pois uma coisa é pensar em ser mãe a outra é de fato ser.

A psicóloga Malvine Zalcberg, em seus estudos fala da identificação feminina e a relação mãe-filha e refere que “ser mãe é um momento de identificação no processo interminável do tornar-se mulher e não a cristalização de uma completude narcísica com a qual sonhamos”. Ao nos perguntarmos quando a mulher é de fato mãe, concluímos que é quando recebe um filho, seja ele pela maternidade biológica ou pela maternidade de adoção. Pois todas estas mulheres se transformam acompanhando os vários ciclos de vida de seus filhos em uma sincronia tão desejada, tão sofrida e tão promissora ao longo de toda a sua vida.

Ao falarmos com várias mulheres sobre como foi para cada uma sair do papel de filha, virar mulher e tornar-se mãe, percebemos que muitas coisas similares acontecem e também algumas diferentes que variam de pessoa a pessoa. Porém, todas as mulheres quando brincavam com bonecas em sua infância se colocavam no papel de mãe, construindo em seu imaginário como seria seu filho, física e emocionalmente, e ainda, como seria ser mãe e quais desafios teria que enfrentar neste tornar-se. É fundamental que ao identificar-se nessa função não seja aspirada à perfeição, pois são nas falhas que a condição feminina se enriquece se renova e se reinaugura a cada novo tempo do viver.

Quando a mulher toma a decisão de ser mãe precisa se reinventar para receber seu filho, porque muitas transformações acontecem e muitas coisas que pareciam resolvidas estavam somente adormecidas e acordam: os medos, as inseguranças, mas também a força e a garra de lutar, desde o primeiro momento que este filho surge. Então, todos os significados e registros do filho imaginado reaparecem e a mãe ao olhar o filho em seus braços sente uma estranheza e se questiona se vai dar conta de cuidar dele, de satisfazer suas necessidades, de amá-lo como pensou. Estranheza porque agora, de fato, este filho se faz presente e será para sempre, numa ligação sutil, permanente e indissolúvel. E é neste momento que se revela o verdadeiro e real sentido do amor.

Muitas relatam esta experiência como se houvesse um fio invisível ligando mãe e filho, sendo esta ligação responsável por tantas e tantas emoções diferentes nos mais diversos momentos para cada mulher. Contudo, ser mãe é também desejar que este filho trilhe caminhos mais leves que os seus. É muitas vezes ser capaz de abdicar de suas coisas para promover o bem estar de seu filho. É perdoar e acreditar, do fundo do coração, que este filho poderá mudar, até mesmo quando as evidências insistem em dizer que não. Ser mãe é muitas vezes acreditar no impossível.

Assim sendo, parabenizamos todas as mães que encontram a primeira alegria com seu filho ao ver o resultado de um exame laboratorial que lhe diz que seu filho está a caminho, mesmo que ainda não saiba o que isso realmente signifique em sua vida, mas sabe que será eterno. E desejamos que buscassem dentro de si e vivam com toda a intensidade esta revisão do tornar-se mulher, agradecendo ao universo por ter a grande chance de mudar do papel de filha para o de mulher e mãe e com isso ter uma chance de se reinventar e se aproximar de suas mães que de alguma forma ainda estão ligadas a cada uma de nós.

Psicóloga Elisa Mara Ribeiro da Silva
Terapeuta de Família e Casal
CRP 08/03543

Psicóloga. Noemi P. Cappellesso Finkler
Terapeuta de Família e Casal
CRP 08/03539

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